12 de abril de 2011

Strokes: no ângulo certo


Após praticamente 5 anos de espera, os fãs da banda norte americana Strokes podem comemorar: o quarto álbum, chamado Angles, foi finalmente lançado.

O Angles é um álbum diferente de todos os outros três. Desta vez todos integrantes participaram do processo de criação das músicas, diferente do que aconteceu anteriormente, quando o vocalista Julian Casablancas compôs tudo.

Essa diferença está clara na sonoridade das dez faixas do disco – absolutamente diferente de tudo que a banda já havia mostrado ao público – talvez por isso foi um disco tão criticado. Mas quem acompanhou os trabalhos independentes de Casablancas, percebeu a grande influência que ele teve sobre o disco: as linhas eletrônicas.
O CD começa com um tapa na cara de qualquer fã xiita de Strokes, com a ótima Machu Picchu, uma mistura de reggae com batidas eletrônicas e refrão marcante.

Logo em seguida vem a musica de trabalho, que foi lançada como single um mês antes do restante do CD. Esta é a grande música do álbum: Under Cover of Darkness. A canção capta a essência da banda nova-iorquina, com riffs incríveis, bateria característica de Fab Moretti e gritos poderosos e arrastados de Casablancas no refrão. Tudo isso faz com que essa seja uma das melhores músicas lançadas neste ano.

A quarta faixa de Angles também foi divulgada antes do lançamento oficial do disco. Essa foi a primeira impressão que os fãs tiveram do “novo Strokes”, bem diferente dos jovens despenteados que cantavam hits como Last Night, 12:51 e You Only Live Once.

É um disco regular, que deve ser digerido e ouvido sem muitas expectativas, já que os Strokes foram colocados como a salvação do Rock n’ Roll, após quase uma década sem expoentes no gênero – mas vale lembrar, há uma música extremamente boa, a Under Cover of Darkness.

Ouça o single Under Cover of Darkness:

2 comentários:

  1. não gosto quando leio a palavra "xiita" como referência para "radical". Mas enfim, gostei do seu texto e a forma otimista como você conseguiu sentir o CD. Eu ouvi algumas vezes, duas vezes pra ser mais exato e não consigo enxergar nada além de um retrocesso na capacidade musical do strokes. mas era de se esperar, em minha opinião, pois cada cd lançado era pior que o antecessor.

    Guil

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  2. Hey, Julião (:

    Eu curti muito esse cd. Pode ser um pouco estranho no início, mas adoro quando uma banda que acompanho trás algo novo e me convence, após algumas audições, que sabe inovar e fazer coisa boa, ao mesmo tempo.

    E, pra mim, a melhor desse albúm é Taken for a Fool, pelo menos é a música que eu não consigo parar de ouvir (: rs

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