
Conversei com o Camelo há uns três meses e ele me disse que estava bem satisfeito com o que gravou. Há duas semanas, em um novo encontro, desta vez ensaiando no Estúdio 500 para a turnê que começa em São Paulo no dia 28 de abril, Marcelo exibia um sorriso incontrolável no rosto, como de quem sabia de que fez algo certo. Falei que gostei do primeiro single e ele respondeu: “Pô cara, obrigado. Muita gente gostou, isso é muito bom.”
É um CD bem mais alegre, com um fundinho da melancolia típica do Marcelo. Parece que ele tá sempre superando um obstáculo. Desta ultima vez que encontrei Marcelo, falei também com a Mallu, namorada dele, com quem tenho mais contato. Os dois estavam muito felizes e carinhosos. Dá pra ver todo esse carinho no álbum. Os meninos do Hurtmold também estavam muito tranquilos.
As melodias estão muito bem feitas, assim como em tudo que ele já fez. Metais bem colocados e a banda de apoio (Hurtmold) perfeita. São dez músicas bem gostosas, não dá pra detestar nenhuma. Aquele tipo de disco que você coloca no carro ao viajar e não passa nenhuma música. As canções, no geral, possuem ótimos riffs, que grudam na cabeça.
O single de trabalho é “Ôô”, que já tinha sido lançada no mês passado. Uma das minhas preferidas, com uma melodia muito gostosa, metais cativantes e um metalofone que passeia pela música sem cansar o ouvinte.
A quarta faixa do disco, “Acostumar” é uma musica incrível, onde Marcelo canta uma boa letra com uma voz incrível. O instrumental também é muito gostoso.
Outra música que chamou a minha atenção logo de cara é a faixa 5, chamada “Pretinha”. Tem um ritmo que não vejo há muito tempo nas musicas do Camelo (talvez desde o Ventura, terceiro álbum dos Los Hermanos, lançado em 2003).
Em "Vermelho", a oitava música do disco, Marcelo Camelo mostra como fazer uma bela canção, com seus tradicionais metais, um violão bem tocado e a banda entrando na hora certa, empolgando qualquer um.
A nona musica é “Despedida”, que já havia aparecido no DVD Ao Vivo lançado recentemente.
Os fãs de Hermanos podem não gostar muito deste disco, coisa que já aconteceu no primeiro disco solo de Marcelo, por se distanciar um pouco do que os barbudos fizeram nos quatro discos que lançaram.
Os fãs de Camelo – em sua grande maioria – devem gostar muito do disco. A melancolia-marceliana ainda está ali, mas como lembranças de algo que já passou. Um disco muito sincero e simpático, provando que Marcelo Camelo não está fazendo discos por obrigação, mas porque ainda tem muito que expressar.
Muito bom, Julio! Adorei o texto e tô bem ansiosa para ouvir o disco. :)
ResponderExcluirFilho, mandou bem e o tema agrada geral nossa familia. Valeu garotooo!!!! Mamy.
ResponderExcluirEste cd do camelo é muito bom, não melhor que o SOU, mas muito bom, pois apesar desta "melancolia" que vc cita, o camelo foi pra um outro campo.
ResponderExcluira impressão que eu tenho é que esse cd é bem mais RIO DE JANEIRO que o Sou (que foi composto no Rio)
só não gosto da TRES DIAS, mas isso já te disse pessoalmente.